sábado, 5 de novembro de 2011

É, estou amando.

Estou amando uma menina de cabelos pretos e olhos castanhos: como se fosse pão-de-mel recém-saido-do-forno. E eu estou tão cheio de saudades, tão cheio de vontade. Já não tiro mais os olhos desse teto que se estende em cima da minha cabeça, que por sinal, está bem mais longe que o próprio teto. E esse amor que tenho, que é ingênuo, amor que faz brilhar a menina dos seus olhos. Ah, se ela soubesse, se ela ao menos me olhasse e dissesse que me vê com os mesmos olhos. Ah, se ela aceitasse essa carta que escrevo como quem quer dizer, como quem quer recitar, um poema com frases simples e sem muitos arrodeios. E é tão notável esse meu amor que já me faço cego ao atravessar a avenida sem olhar para os lados e sem me preocupar com os carros. Isso me parece pressa de chegar ao outro lado, pressa de encontrar a menina de cabelos pretos e olhos castanhos: assim como o caramelo do sorvete que ofereço sempre como se fosse buquê-de-flor, e ela sorri, feito quem ganha tão valioso agrado. Sorri e me deixa mais amante ainda, por amar esse sorriso que me devora e me chama para atacar essa boca ainda melada de caramelo e sorvete. E isso é amor, junto com caramelo, sorvete e pão-de-mel. Isso tudo é amor. Isso que me faz dormir e acordar sorrindo feito criança que tem um sonho tão doce quanto seu beijo. É, estou amando uma menina de cabelos pretos e olhos castanhos.

Por: Diih Lohan


quarta-feira, 2 de novembro de 2011

O Dramaturgo

Pode parecer drama. Ou talvez seja um grande drama. De pequeno mesmo só esse meu coração que se aperta a ponto de quase sumir do meu sentido. E sem sentido eu é quem estou. É que acontece assim quando o amor nos foge, nos deixa. E pareço-me com um qualquer abandonado dramático que chora cada lagrima como se fosse uma pequena parte de lembrança sobrada: e talvez seja. E chorar não é, de fato, o que me faz sofrer. Chorar é apenas uma maneira de colocar tudo para fora na esperança de que, com o sol do dia lá fora, elas sequem e leve consigo tudo isso que traça essa linha infinita em meu rosto antes de tocar ao chão. E que deixe apenas me escapar um sorriso, isso eu peço. Deixe-me apenas sorrir e não me importa se irei sorrir sozinho da minha própria piada: Deixe-me sorrir. E disso eu esperava que as lembranças fossem feitas: sorrisos. Ou senão, que elas me fizessem sorrir ao invés de me deixar assim, como se estivesse sentindo a maior fome do mundo. E eu só sinto vontade de me alimentar do que me falta agora: Amor. E não é drama. Não me veja como um dramático cabisbaixo. Ou até me veja. Mas não pense que por estar assim, de cabeça baixa, meus olhos não possam ver, não possam ir longe e enxergar, imagens de um cinema, como se fosse o filme que rodava e deixava a sala à meia-luz, e quando tudo era apenas sorriso uma pequena caixa, em tom de cinza claro, foi aberta e dela a felicidade surgiu em forma de elo, argola, aliança, pedido... Meus olhos ainda enxergam tão bem quanto a meia-luz dessa sala. E hoje tudo que tenho é um grande drama. Hoje sou o tão não-querido dramaturgo em pele, alma e coração partido. Hoje sou o tão amor que não espera. Amor que esta tão longe de ti que foge ao alcance de seus olhos. Amor que grita e diz: Não me queira tão longe dos teus braços quanto estou dos seus olhos. E esse amor não é drama, dramático: é amor verdadeiro. Amor que chora, que quebra. Esse é amor que morre.
Por: Diih Lohan


quinta-feira, 1 de setembro de 2011

quarta-feira, 31 de agosto de 2011

Os dias correm, somem, e com o tempo não vão voltar .

Os dias se passam rápido. Ontem mesmo me peguei olhando para o céu, perguntando à minha força maior se meus atos refletiriam em um bem para mim, e hoje tenho o conhecimento adquirido ao passar dos dias que mais pareceram horas, que não preciso ter medo desse labirinto que me vem à frente, o único do qual nunca quero sair. Com calma eu posso mapeá-lo e conviver da melhor forma possível, detendo o pânico nas horas difíceis, dando o meu melhor para permanecer.
Os dias se passam rápido. Ontem mesmo eu estava sentado a calçada da rua, dizendo entre dentes o que eu falho sempre ao falar sobre, mas tentei, ontem eu tentei, hoje eu consigo e só consigo por um dia ter tentado e por ter me segurado o que me é de mais humano: as lágrimas.
Ontem mesmo eu estava apaixonado, sentado a beira de uma piscina me afirmando bobo, questionando a reciprocidade de meu sentimento e com a vontade de fugir, como sempre. Mas não fugi, olhei bem fundo nesse seu abismo e pedi que secasse minhas lágrimas e curasse minha ferida.
Hoje, eu amo. Sem intensidade porque o amor por si só já é infinito. Amo, e não poderia explicar o inexplicável, nem descrever o indescritível. Eu amo você e isso por si só, já me basta.
Por: Diih Lohan


terça-feira, 30 de agosto de 2011

Sinto Sua Falta

A saudade é um pêndulo que oscila dentre sua presença passageira e as vontades repentinas de tanto te querer. É voar alto em dias que nada poderia nos separar senão a coerente física que dizia que dois corpos jamais se juntam ao certo: existirá sempre aquele espaço maldito menor que um nanocentimetro. Quer dizer que eu vou morrer sem nunca ter te tocado?
Mas eu sinto seu corpo perto ao meu, sufocando, provocando e desafiando a física.
Me sobraram as lembranças e uma camiseta que permanece com seu perfume. Hoje não dormirei sozinho. E só se passaram algumas incontaveis horas desde sua ida, restam muitas outras até o momento da chegada.
Saudade multiplicada esta que tanto trás angústia de querer te proteger, mesmo que em vão.
Nem ao menos me recordo a maneira de juntar as palavras e formar uma mensagem que chegue a seu coração em forma de sentimento. É desacreditar acreditando que você sabe o que eu ainda não te mostrei.
Por: Diih Lohan

 

segunda-feira, 22 de agosto de 2011

Carpe Diem

Metade de uma vida inteira se passou, considerando-se o fato que uma vida inteira pode ser mais curta do que imaginamos e mais longa do que parece ser.
Uma vida inteira pode passar imperceptivelmente, complicada é a consciência pesada de quem não a aproveitou, de quem esperou a cada novo dia o próximo, sem perceber que metade de uma vida inteira se passou. Por ventura acabo que aproveitei os segundos como se fossem irrevogáveis, e eram, de fato. E mesmo se eu pudesse voltar atrás...faria tudo igual, pois agora posso descansar, aliás, já vivi os últimos segundos de minha vida por diversas vezes, fui o equilíbrio dentre os dois sentimentos habituais: a alegria e a tristeza.
Fui feliz enquanto criança, fui triste quando quis ser maduro. Mas vivi, e esse é a único fato que pessoa alguma pode me tirar. Que me tirem a vida, mas a sabedoria acumulada ficará sempre com seu sábio.
Só não me compreenda mal, ainda tenho muito a viver, muito a sorrir e muito a chorar, só irei optar por viver os dias um a um, sem pressa. Eu quero que essa outra metade de vida que me resta, seja mais longa que essa citada, a que se passou.
Por: Diih Lohan


sábado, 11 de junho de 2011

O Que For Preciso

É que eu sempre vou fazer o que for preciso pra te ver sorrir.
Mesmo que me mate por dentro, mesmo que eu esteja enforcando minha alma.
São simples atitudes que movem o amor ao futuro, e esse amor que foi alimento do passado vai, com toda certeza, junto das lembranças, fortalecer o nosso amanhã.
São em dias inesperados, em que o tempo, abraçado as horas, passa tão rápido que chega a parecer com meu coração acelerado, me mostrando o valor de cada sorriso seu, e meu também, por que são nesses dias em que minha boca fica inquieta, sorrindo por tudo e por nada; “Dizem que quem ama, sorri sempre!”.
Inquieta de vontade por te beijar, por querer te falar a todo o instante o que sinto como um frio dentro de mim e que arrepia os pelos de meus braços.
E eu quero mais tempo, quero o maior tempo de todos tempos, para nele estar com você e só por você; sem contagem de minutos, segundos ou batidas de um coração; quero mesmo é te olhar em dias infinitos, te abraçar em eternidade, e te mostrar que o “pra sempre” pode não existir, mas que farei eu e você chegar o mais perto dele o possível.  
Por: Diih Lohan