terça-feira, 29 de outubro de 2013

O amor acaba, mas nem sempre termina

Sim, o amor acaba, é do jogo, mas muita gente se avexa, numa azáfama dos diabos, querendo se jogar do abismo ainda a léguas do despenhadeiro.
O amor acaba, mas tem sempre um “chorinho”, como do generoso garçom no nosso uísque.
O mundo anda muito impaciente com as complicações amorosas, como se fosse fácil juntar duas criaturas sob as mesmas telhas da rotina.
É preciso estar preparado(a) para as goteiras, para a hora em que o amor vaza ou pinga no chão da casa e não há balde ou rodo que dê jeito.
No que vos conto, sob a desculpa do encorajamento coletivo, afinal de contas animar a vida besta também é papel de um cronista-fabulista:
E quando imaginávamos que estava tudo acabado, que amor não mais havia, que tinha ido tudo para as cucuias, que o fogo estava morto, que o amor era apenas uma assombração do Recife Antigo…
Quando já dizíamos, a uma só voz, a crônica de Paulo Mendes Campos que repito ao infinitum:
“Às vezes o amor acaba como se fora melhor nunca ter existido; mas pode acabar com doçura e esperança; uma palavra, muda ou articulada, e acaba o amor; na verdade; o álcool; de manhã, de tarde, de noite; na floração excessiva da primavera; no abuso do verão; na dissonância do outono; no conforto do inverno; em todos os lugares o amor acaba; a qualquer hora o amor acaba; por qualquer motivo o amor acaba…”
Quando já separávamos, olhos marejados, os livros e os discos…
Quando mirávamos, no mesmo instante, a nossa foto feliz no porta-retratos…
Quando não tínhamos nem mais ânimo para as clássicas D.R´s –as mitológicas discussões de relação…
Ave, palavra, até o gato, nervoso, sem saber com quem ficaria, quebrava coisas dentro de casa àquela altura; o papagaio blasfemava, diabo verde!
Estava na cara, naquela fantástica zoologia amorosa: aqueles pombinhos já eram.
O cheiro do fim tomara todos os cômodos, a rua, o quarteirão, o bairro, a cidade, o mundo…
Quando só restava cantar uma música de fossa… “Aquela aliança você pode empenhar ou derreter…”
Quando só restava a impressão de que eu já vou tarde…
Quando só restava Leonardo Cohen (foto) no iphone da moça moderna…
Quando eu não era mais o cara, embora insistisse em cantar o “I´m your man” deste mesmo trovador canadense…
Sim, o quadro era triste, não se tratava de hipérbole ou demão de tintas gregas.
De tanta inércia, faltava até força para que houvesse a separação física, faltava força para arrumar as malas, pegar as escovas, contar aos chegados comuns, tomar um porre.
Ah, amigo, quer saber quem bateu o ponto final da história?
Ela, claro, você acha que homem tem coragem para acabar qualquer coisa? Mulher é ponto final; homem ponto e vírgula, reticências, atalhos, barrigas de palavras, verbos e orações.
O estranho é que ela não disse, em nenhum momento, que não gostava mais do pobre mancebo.
Aquilo encucava. Porque um homem,  disse o velho Antonio Maria, padrinho sentimental deste cronista, nunca se conforma em separar-se sem ouvir bem direitinho, no mínimo quinhentas vezes, que a mulher não gosta mais dele, por que e por causa de quem etc etc, a longuíssima milonga do adiós.
E nesse clima de fim sem fim as folhinhas outonais do calendário foram despencando sobre a relva fresca do desgosto.
Eu acabara de levantar do amigo sofá, que havia se transformado no meu leito, quando ela passou com uma cara de impaciência e desassossego.
Mais que isso: ela estava com vontade de matar gente!
Era a cara que fazia quando estava faminta. Sabe mulher que fica louca quando a fome aperta e a angústia da existência vocifera pelos barulhos do estômago?
Vi aquela cena e caí na gargalhada. A princípio ela estranhou… Mas sacou tudo e danou-se a morrer de rir igualmente. Nos abraçamos e rimos e rimos e rimos e rimos daquilo tudo, rimos da nossa fraqueza em não dar uns nós nos clichês, inclusive o da volta por cima, rimos do nosso silêncio sem sentido, rimos desses casais que se separam logo na primeira crise, rimos da falta de forças para enfrentar os maus bocados, rimos, rimos, rimos.
Rimos da preguiça sentimental da humanidade e nos esbagaçamos de amor no chão da sala mesmo.
E um casal que ainda ri junto tem muita lenha verde para gastar na vida e fazer cuscuz com carneiro e outros banquetes nada platônicos movidos a bagaceiras, alentejanos sagrados e salineiras aguardentes.
Agora ela está deitada, linda, cheirosa, gostosa, psiu!, silêncio, ela dorme enquanto escrevo essa crônica!

terça-feira, 16 de abril de 2013

Não contrarie as mulheres

“Lembra que o ‘hm’ dela é ciúmes e que o silêncio é auto-proteção.
Não discute com ela nas brigas, só escuta e concorda. Ela odeia ser contrariada e relaxa, se ela ver que errou vai falar ou não, talvez o orgulho não deixe mas fique na sua. Ela é bipolar, idiota, séria, alegre, triste, ciumenta e radiante. Ela consegue ser frio e sol, não esquece disso. Não esquece que ela tem 4 tipos de sorriso e que todos eles vem com uma olhada pro lado e uma mexida no cabelo.
Ela não é romântica mas gosta de um romântico, então por favor a entenda ou finja isso bem, saiba ser safado na hora certa porque isso será exigido. Não tente protegê-la de tudo, ela não gosta disso, deixe-a pensar que está tomando conta de si enquanto você está do lado de fora cuidando para que tudo saia bem. Deixa-a assumir o comando e dar as cartas do jogo, deixe ela mandar. Não pergunte demais, aproveite do mistério dela, nunca a compare com outra, nunca a subestime, nunca a desafie.
Não demore pra responder nenhuma sms porque ela é vingativa e vai demorar mais pra responder as suas. Curta a paranoia dela mas tire cada incerteza que ela tiver na cabeça, tire cada dúvida, faça se sentir única no meio de tantas, faça se sentir como se só existisse ela. Não é difícil entender uma grande mulher, basta ser um grande HOMEM."

sábado, 17 de novembro de 2012

É, eu sorrio

Faz falta, não posso negar. Mas há coisas que temos obrigação de esquecer, eu faria tudo novamente, mas faria melhor ou pior, depende muito da ocasião... Eu ouvi palavras ditas no passado em que, eu acreditei até ontem, mas hoje? Perdão pela minha frieza, eu não acredito mais nem na minha sombra hoje em dia. Eu quebrei as minhas próprias regras por pessoas, que não se moveria por mim em nada e isso me deixa mal, muito mal. Mas não no sentido triste, mas sim no sentido em que me tornei uma pessoa má. Aprendi que nem todo o sorriso significa felicidade, aprendi também que com meu sorriso eu posso derrotar muitas pessoas. Eu faço do meu sorriso a minha arma!
Por: Giórgio Bonifácio

sexta-feira, 24 de agosto de 2012

Eu e você

Uma tarde fria dentre tantas calorosas, e poderia até ser uma tarde comum, se não fosse o fato de ter sido ela que uniu nossas almas.
Eu não poderia ver, naquela tarde, o que seus olhos hoje me mostram, não poderia ler suas diversas expressões e não poderia saber o que seus lábios queriam pronunciar, mas poderia sentir, sentir minhas pernas trêmulas diante de ti, minha pele toda arrepiada, e lentamente o desejo de me aproximar foi inevitável, queria tocar-lhe a pele e embalar-te em meus braços, mas recuei, recuei por pensar em diversos motivos que fariam existir o desejo da carne, transparecendo que meus atos não poderiam ser vistos como corretos.
Tinha eu, você e a prova de que agora tudo faz sentido: os seus primeiros cuidados para com minha pessoa. E deste ato que resultou, o primeiro carinho, o primeiro sentimento de medo, o primeiro toque das mãos e o primeiro beijo...
Aquele primeiro beijo foi o que nos uniu em corpo e deu inicio a nossa união em alma que aconteceria futuramente. O nosso primeiro beijo, que me fez sentir um garoto inexperiente diante do amor, ainda oculto. Foi a escolha que me trouxe até você, e que até hoje me tira de mim e me leva a outros lugares até então inexplorados.

Por: Giórgio Bonifácio

domingo, 19 de agosto de 2012

Vivo por você


E hoje eu quero que você saiba que vivo por você, e por esse amor que nos uni e nos faz feliz. Te amo por tudo que você é pra mim, além de namorada é a minha melhor amiga, é a minha neném, a minha criança, e eu sou seu bebê, te amo por que você sabe me arrancar sorrisos sem precisar se pintar de piadas, te amo por que mesmo acordada me faz sonhar com você.
Te amo por que seu abraço é o mais confortante e o que me trás a segurança que preciso pra seguir em frente. 
Te amo por você simplesmente fazer eu me sentir a pessoa mais amada desse mundo, te amo por que você e só você sabe me fazer explodir de amor, alegria, emoção e de saudade, e eu te amo, por que hoje eu posso dizer que sou a garoto mais feliz e sortudo do mundo!

Tenho você e então eu tenho tudo, tudo que eu preciso pra lutar e eternamente ser feliz.

Por: Pedro Henrique



quarta-feira, 1 de agosto de 2012

Meus tantos caminhos me levam a Deus



Nem todos os caminhos podem ser evitados, apesar de todos os nossos esforços para seguir outra ou outras direções. Podemos decidir estar aqui ou ali, fazer isso ou aquilo e sonhar milhões de sonhos que temos certeza de que, pelo menos um deles será realizado segundo nossos planos e as ações que tentamos colocar em obra para a realização deles. Mas entre nós e Deus há a distância dos céus e do conhecimento de todas as coisas.Meu coração, tão humano, frágil e sujeito à provações e dores conhece apenas meus desejos e o que vai além disso é do domínio do meu Criador. Aceitar sem questionar, sem querer saber do amanhã ou do depois ou dos porquês que, à bem da verdade, nem sempre nos reconfortarão, é depositar em Deus uma confiança absoluta e cega. Não nos preparamos o suficiente para isso nesse longo caminho da existência. Portanto, deveríamos. Deus nos planta em algum lugar, nos cerca de amigos, nos dá os dias e noites necessários a esse tempo e todas as vivências que, por onde quer que andemos depois, estarão impregnados eternamente em nós. Quando devemos mudar de planos, caminhos, direções, nossa estabilidade sofre porque a segurança vem da constância. A gente não percebe que a terra gira, que ela está em movimento e que todas as coisas sempre estão em movimento, desde as crianças que nascem aos mais vividos que voltam às suas origens. São as mudanças que nos enriquecem, que nos mostram novas paisagens, trazem novos planos e nos fazem encontrar novas pessoas e novas coisas.  Ter muitos porquês nos impede de viver. Crer em Deus e nos Seus planos nos traz a serenidade que só a fé pode trazer e nos conduz à fonte do prazer de viver, da qual beberemos e da qual seremos saciados. 





Por: Pedro Henrique Cairo Leal '

segunda-feira, 2 de julho de 2012

Sacrificios

É muito ruim é sacrificar vontades em pró de outras, todavia, são essas outras vontades que irão te dar a sensação que fez a coisa certa.
Não é o melhor começo para um texto, pra falar a verdade, é um péssimo começo, porem, em meio a tantas coisas que tenho a dizer, fica meio dificil saber por onde começar. Assim como agora, ja tive momentos parecidos, para não dizer que foram iguais.
Hoje, estava e ainda estou com saudade de você,  como se nada tivesse sido feito para conter esse aperto que me da no coração quando não estou contigo, é mais que uma simples necessidade de falar contigo ou de acabar com essa saudade que dilacera meu peito, é mais que um simples "oi, estou bem", pois mesmo sendo "fria" ou "seca" eu consigo perceber quando você não está, é uma clareza de sentimentos e uma confusão entre razão e emoção, já que uma simples dor de cabeça não é algo pra se preocupar e me tirar o sono, mas, vai falar isso pro coração, esse que só quer te ver bem, que se importa com cada palavra dita, cada sorriso dado, cada lagrima caida, e que hoje me deixa acordado por não ter sido muito diferente. Estou aqui, debruçado sobre minhas pernas, tentando suportar o frio e o aperto que me da só ao saber que não ta bem, seguindo minhas emoções, safrificando minha vontade de estar falando contigo, para deixar que você se cuide, que fique bem.
Ah! a razão vem agora. É meio que fácil falar da pequena e linda, a verdade é que você é a unica razão de eu estar aqui escrevendo.
Um dia você me disse, que eu sou a promessa de Deus a você, pois queria te falar que você não é nada diferente disso pra mim. A cada dia, tenho mais e mais certeza que foi Deus quem te colocou no meu caminho, para me iluminar e não me deixar só, para estar comigo em todo momento, você é a promessa de Deus para a minha vida, e essa certeza vai aumentando junto com o meu amor cada vez que falo contigo, que penso em ti, que escrevo pra ti. Amor esse que foi dado por Deus, no tempo d'Ele, agora só nos resta esperar n'Ele.
Menina de Deus, você vai ficar bem, te cuida, te amo demais Minha Menina *----* .
Por: Giórgio Bonifácio
 

Inicio do Eterno

Eu nunca imaginei que um dia iria escrever sobre o amor, tudo era tão simples antes de  conhecer o amor, cheguei até a dizer que nunca iria amar alguém, porque não sabia os valores que o amor traz para nossas vidas. E hoje estou aqui contradizendo tudo que eu tinha dito , o amor é traiçoeiro, quando menos se espera ele nasce e te domina , faz você deixar tudo, mudar todos os seus atos, te deixa bobo. E comigo não foi diferente eu estou aqui prisioneiro do amor, amor esse que me faz bem, que me faz sonhar, acordar a cada dia com a certeza que amando eu posso ser outra pessoa, me realizo completamente e isso é coisa de Deus não tem como duvidar, agradeço a ele por isso. A felicidade é algo que você decide por principio, Eu já decidi que vou ser feliz! É uma decisão que tomo todos os dias quando acordo. Mais quero ser feliz ao teu lado, mesmo com a turbulência que passamos, eu já te perdoei, pois quem ama perdoa! Cada dia é um presente com você e enquanto meus olhos abrirem vou focalizá-los no novo dia e também nas boas lembranças que eu guardei para esta época da vida, sei que minha caminhada tem um destino e uma direção, por isso meço meus passos, presto atenção no que eu faço e naquelas pessoas que fazem por mim também. Eu só penso que pense assim também, Eu te amo muito, é amor intenso, é amor verdadeiro, Isso eu te garanto do fundo do meu coração E é amor eterno minha linda, isso não tenha dúvida, pois esse amor é aprovado por Deus & só ele pode mudar tudo isso, eu quero sempre estar com você. Deus te criou milimetricamente com aquilo que me falta e botou em mim as coisas que por ventura, tu não tem! É como um encaixe. Ele fez tudo com tanta perfeição, com tanto cuidado, que tá aí o resultado, eu sou metade de mim sem você, e juntos, somos um só! Maior que muitos que há por aí, nós somos o próprio AMOR somos o que há de mais lindo nesse mundo, somos a confiança, somos o respeito, somos a união, somos a felicidade, somos o afeto, somos o sempre. Eu não só te amo, eu tambem te preciso. Como o ar.




Por: Pedro Henrique

quinta-feira, 28 de junho de 2012

Um Dia Frio

Escrever hoje me pareceu tão necessário um tanto quanto preciso falar contigo diariamente. Não é fazer parte de uma rotina, muito menos ser um mero vício, é que sou tão dependente das suas palavras, da sua voz, é que sou tão dependente a ponto de não querer viver um segundo sequer sem ti.
Ruim mesmo é quando as palavras fogem ou por hora, entram em conflitos em meio a tantos sentimentos e pensamentos capazes de me levar a lembrar momentos ou citar trechos de musicas como: "Um dia frio, um bom lugar pra ler um livro, o pensamento lá em você, eu sem você não vivo." ou "Ela une todas as coisas, como eu poderia explicar.". Momentos tais, em que chorei enquanto escrevia, momentos em que "qualquer garoto esperto" daria uma resposta que já é um clichê. Enfim, é fato que penso em você a todo momento, e tudo o que eu queria, era falar contigo todos os dias antes de você dormir, hoje não foi diferente, porém não foi completo. Num dia frio, eu consegui ouvir tua voz, essa voz tão suave que entra pelos ouvidos e fica gravada na memoria e no coração. Infelizmente, o celular descarrega e não pude te desejar que tivesse uma boa noite, que dormisse bem e que sonhasse comigo.
Mas se for da vontade de Deus, existirá muitos dias de nossas vidas em que poderei desejar essas coisas a você, não por celular e sim do seu lado.
Já que a distancia me impede te tocar fisicamente, escrevo sabendo que ao menos dessa forma é possivel me sentir.
Boa noite amor, dorme bem, sonha comigo, te amo "Menina de Deus e Minha Menina".
                                                       Por: Giórgio Bonifácio


quarta-feira, 13 de junho de 2012

Tempo


Já tive o meu tempo de pensar, o meu tempo de fazer sem nem me preocupar.
Tempo de não me arrepender nunca e nem de olhar para trás com cara de quem queria voltar.
Tempo de apanhar do amor, que em sua maioria foi nocaute.
Tempo de esperar com um olhar de esperança, que brilha e ilumina o tempo esperado.
Tempo de ficar calado, mesmo que meu sorriso entregue a ti tudo o que penso quando te vejo.
Tempo de me sentir diferente no meio de tanta igualdade de falsas verdades.
Tempo de subir na colina, olhar para frente e enxergar que diante dos meus olhos tem um mundão pequeno e contraditório.
Tempo... o mesmo que te trouxe, que demorou, mas trouxe.
O tempo não para, assim me fez entender...
Que todo o tempo que tive não é capaz de suprir a vontade que tenho de estar ao menos um tempo com você.
Por: Giórgio Bonifácio



segunda-feira, 11 de junho de 2012

É a dor

É que a dor, quando é insuportável, foge como lágrima por intermédio dos olhos. É dor de saudade, que abate e não cabe nesse coração que bate em um debate diário de lembranças riscadas em papel velho. É dor, que por não ter mais o sorriso-guardião-mentiroso em seu rosto, não consegue se esconder em nenhum outro lugar que não seja os olhos. É dor de desamor ou amor demais. É dor de estar sozinho, de se sentir até mesmo sem fôlego e querer respirar o perfume da bela-flor e não tê-la em meu jardim todos os dias. É dor transformada em gotas pequenas que riscam minha camisa e nem chegam a tocar o chão. É dor e nada mais que ela: e se a saudade tivesse sobrenome esse seria “dor”. É dor do que se dizem chamar “amor” e que sente falta do que o alimenta. É dor por me parecer forte e mesmo assim chorar, feito criança machucada. 
Quando a noite chega e dormir sozinho não me parece tão melhor quanto ficar acordado e contar cada lágrima rolada no travesseiro até que o sono pese mais que minha própria solidão. É dor por saber que o relógio não conta até sessenta como eu quando contava brincando de pique esconde. É dor por saber contar melhor que à vinte anos atrás e ter a certeza de que hoje é noite-de-segunda-feira e o calendário pendurado na parede, que não me deixa esquecer, me disse que até sábado o travesseiro pode virar um pequeno lago. E a dor, seja ela da saudade ou coisa qualquer, parece ter uma sede-de-lágrimas insaciável e a todo instante me pede ao menos uma gota que seja.
                                                           Por: Giórgio Bonifácio



sábado, 9 de junho de 2012

Consequencia

Não me importa os meios e nem tão pouco os fins, a verdade é que as conseqüências virão; só não sei se boas ou ruins.
Tudo que se é feito de maneira impensada acaba nos trazendo o doce sabor amargo do possível arrependimento. Possível, pois eu mesmo só arrependo de não ter feito nada para que a possibilidade de me arrepender fosse nula. E acredite, nada que se é feito fica sem um efeito. Efeito como o de uma rosa, que nasce linda, perfeita, pode-se dizer assim. Com o passar dos dias ela se abre como um coração a receber um novo amor. Mais dias se passam e o perfume já não é o mesmo e o efeito já vem se mostrando feito. A primeira pétala caída ao chão mostra o possível arrependimento por ter aceitado vir ao mundo; Encantar olhares com sua beleza, enlouquecer amantes do seu perfume e o ultimo efeito surge, e esse é o maior de todos os efeitos ou até mesmo conseqüência; O fim...
O fim é lamentável, doloroso e sem volta, assim como a morte de um amor que não teve o que precisava para se manter vivo, quente, aceso. E o preço é impagável, inigualável. O preço é a saudade que aqui comparo como os espinhos da rosa citada; Bela e perfumada, seu brilho que me tomava os olhos. E hoje me machuca, arranha com toda a sua conseqüência o que eu chamo de coração apaixonado. 

Por: Giórgio Bonifácio

domingo, 1 de abril de 2012

As dificuldades de quem luta pelo amor

Andamos sempre tentando encontrar uma pessoa pra ser nosso par, lutamos muito por isso e sempre não é o que esperamos. O incrível é que nunca sabemos fazer a escolha correta, com isso nós passamos por cima de tudo que nos leva ao encontro das coisas certas e ao óbvio, como se diz o ditado "gostar de quem gosta de mim".
Então começa o lance de quebrar a cara. Eu ja estou a tanto tempo procurando alguem pra dar a mão e poder a caminhar juntos, compartilhar felicidades e dedicar todo o meu amor e carinho, enfim, assim como qualquer outro que busca o amor, sincero, verdadeiro eu encontro obstáculos e impecilhos que me faz parar para pensar nas coisas boas da vida, além do amor entre casal. Depois de tudo que passamos só nos resta uma pergunta: Será mesmo que vale mesmo se dedicar por esse amor que nos machuca tanto e nos faz sofrer?
Chega de sofrer, de se escabelar, de ficar pensando horas na pessoa amada, contanto as horas pra poder ouvir o telefone tocar e ouvir aquela voz tão doce dizendo que está tudo bem, mas, a única coisa que temos em troca, são várias tentativas de chamadas que vão parar direito na caixa postal, sms não correspondido, etc. Nós não devemos nos lamentar, pois tenha certeza que você deu o seu melhor pra conquistar esse amor, seja sincero, e, acima de tudo seja você mesmo, isso basta. Continue levando sua vida da melhor forma que puder, que, quando menos esperar a pessoa certa pra ser teu par vai aparecer, e, com isso o amor vai fluir, só não se precipte nas atitudes, afinal a vida é curta.


Por: Pedro Henrique

quinta-feira, 8 de dezembro de 2011

O mendigo da incerteza

É por medo de acreditar que as pessoas comentem o erro de se proteger criando, como se fosse um casulo, armadura ou coisa semelhante, o sentimento da incerteza. E é por medo também que não fecham os olhos e se deixam levar pelo som da respiração de que se ama. É por medo que se finge feliz enquanto tudo o que se tem são magoas guardadas dentro de um pedaço de tecido esquecido no peito. É por medo e nada além dele que sorrisos se escondem atrás de perguntas sem pé nem cabeça. É medo de quebrar a cara novamente, e de novo, e de novo, por amar ou por ser amado. É medo de segurar em uma mão estendida a você e deixar que o corpo da mesma te guie sem rumo, sem sentido e sem medo. É por medo de abrir a porta enquanto chove e, pensar que a água pode invadir a casa, que todos morrem de sede-de-paixão. É medo, simplesmente, medo de não ser amor enquanto se pode amar. É medo de abraçar com braços feito corrente a causa nobre do aquecedor calor de um corpo que ama. Medo de encontrar no futuro o mesmo erro que aconteceu no passado, mesmo se sabendo que vivemos em um presente e os demais, já se foram ou possivelmente, não virão. É medo de repetir aquela dose de olhares aprofundados e interrogativos em meio ao transito. Nada mais que medo de ser feliz no amor e com o amor e esquecer que o resto do mundo existe. É medo ter fome e não conseguir se alimentar com só uma fonte do que te faz bem. E é no medo que nos fazemos frutos do orgulho e nos iludimos de frente ao espelho. E é nesse medo e com esse medo que eu não tenho medo de ter medo: e elevo minhas mãos de olhos fechados sem deixar que nenhuma gota do meu amor me escape por entre os dedos, pois acredito que meu amor é seguro, tão seguro que me abraça e tira os pés do chão sem receio de que eu o solte. E é com esse amor e por ele que meu medo virou mendigo nas ruas das incertezas: e na porta do que chamo de eu&você ele não baterá novamente.

Por: Giórgio Bonifácio


sábado, 19 de novembro de 2011

Pão do café da mañhã.

O amor não tem idade, cara bonita nem feia, ele é simplesmente amor e nada mais. Não pede provas e nem quer ser provado, ele quer mesmo é ser amor. Amor daqueles que ama sem olhar para trás, sem se perguntar por dias de amanhã e sem querer saber do passado que machucou: porque o amor é só amor e ama ser amado de verdade. O amor não fala aos surdos e nem se mostra aos cegos: ele só os toca e deixa que o sintam. Não culpe o amor por ter deixado marcas ou cicatrizes do passado, ele não tem culpa dos erros cometidos por quem ama só por amar. O amor é culpado por todo o brilho em olhares apaixonados, sorrisos infinitos e em abraços totalmente apertados como uma boa kitnet. E no mais, ele só quer ser amor e te alimentar como pão do café da manhã: Assim como sou alimentado pelo amor que tenho e que alimento todos os dias.
Por: Diih Lohan


sexta-feira, 11 de novembro de 2011

Linhas, Palavras e Gestos.

E eu fico aqui, pensando, tentando de alguma maneira, meio que te desenhar entre linhas e palavras. Buscando lembranças no seu perfume que ainda está no meu travesseiro.
Que, por hora, mata minha saudade, mas alimenta minha vontade de te ter aqui de novo. E se nem dormir eu consigo, para que ao menos em sonho eu te encontrasse. E eu que nunca fui a favor de sonhos, sempre acreditei ser menos doloroso sofrer com a falta do que te ter em pensamentos e de olhos fechados. E esses olhos, meus olhos, que esperam a ajuda do vento para que as lagrimas que tentam embaçá-los, sequem e eu consiga terminar, mesmo que com poucas linhas e palavras, a carta.
Por: Pedro Henrique



quinta-feira, 10 de novembro de 2011

Entre meus erros.

Enquanto o vento fazia musica entre as folhas das arvores, eu me colocava de braços apoiados a um caderno velho sobre a mesa, quase sem folhas; eu não podia errar.
Erros são inevitáveis, e corrigi-los é algo que não sei fazer; faço traços sob os mesmos, mas os deixo legíveis; esquecer os erros cometidos é o melhor caminho para cometê-los novamente, e eu quero não mais errar, não mais.
Mas se por um acaso houver de acontecer novamente, que não seja o mesmo erro...
Errei, fiz um traço sob o mesmo, e agora estou escrevendo; outra frase, outro texto, outra historia. E nessa, espero acertar; acertar não em palavras ou coisas do tipo. Acertar a ponto de fazer nascer o seu sorriso como antes; daquele jeito todo seu.
Seu abraço, quero-o novamente, como se fosse asas de um anjo envolto a meu corpo. Acertar, da mesma forma que meu olhar acerta ao encontrar o seu. Acertar e seguir no caminho que por muitos é dito como ‘ caminho errado’, e é nessa hora que faço outro risco e escrevo ‘ caminho certo ‘ e assim quero continuar escrevendo.
Por: Diih Lohan


terça-feira, 8 de novembro de 2011

NÃO!

Não sou o tipo de pessoa que baseia-se nos outros, que sente o que os outros sentem, que vive o que os outros vivem e que fala o que os outros falam. Irrelevando, claro, o fato de que sou uma pessoa de costumes comuns, de cultura ocidental, que porém, tenta da melhor maneira possível, encontrar aquilo que completa sem necessidade de ser manipulado por alguém. Digo isso porque observo pessoas há muito, e percebo que elas querem (subconscientemente ou não) ser iguais. Disputas por topo de depoimento em sites de relacionamentos, palavras precoces e ileais, ouvem a música que todos ouvem (ou tentam ouvir as que ninguém ouve, mesmo não curtindo), vestem-se bem com o intuito de causar inveja e não se importam com muitas coisas além disso. Não estou comentando sobre a geração de 5 a 14 anos (geração Colorida) estou falando de pessoas da minha faixa etária, pessoas que eu já convivi e não mais me interessam.  Nada contra, só não vivo disso, vivo de coisas concretas. Até o meu amor, dito na gramática como abstrato, é concreto.
Por: Diih Lohan


domingo, 6 de novembro de 2011

Um dia e nada mais.

As horas que ainda tenho sem você estão me deixando mais louco a cada tic-tac do relógio. E agora, tudo o que eu queria era um dia e nada mais. Um dia em que ao acordar eu brindo com um beijo de noite-bem-dormida com você. Um dia em que eu não preciso procurar fora do quarto qualquer coisa que me faça sorrir: ao seu lado meu sorriso parece uma lagarta num casulo e nasce feito borboleta, assim, do nada. Nada mais que um dia em que eu possa dizer que te amo antes do chá ficar pronto. Um dia em que eu possa sentir seu abraço matinal como se fosse o da primeira vez que dormirmos juntos. Um dia que me falta no dia-a-dia de segunda a sexta quando tudo está aqui: as lembranças, nosso cheiro, seus bilhetinhos, mas me falta aquele carinho que chega sem jeito e me deixa quieto como criança-carente. O que quero tem o nome de um dia e nada mais, como aquele primeiro, ou talvez como o segundo, ou o terceiro que te encontrei por ai. É um dia e nada mais que te peço, com sol ou com chuva, não me importa o mundo lá fora. O que quero me remete a saudade e me deixa a ponto de pensar na esperança que nunca tive até que me vi olhando para o relógio, de segundo em segundo, esperando que já se fossem mais de meio-dia. E as horas vão passando devagar como se o relógio estivesse sem força. O que eu quero é um dia e nada mais, e que o relógio não se recupere dessa doença que o deixa sem força nesse dia ou que o frio congele o tempo lá fora.
Por: Diih Lohan


sábado, 5 de novembro de 2011

Pedido ao vento de depois das onze da noite.

Já se passa das dez da noite e eu tentando tirar da cabeça o que, por vez, não me deixa fechar os olhos e abraçar o sono. Sinto minha pele fria por fora, mas por dentro, estou tão quente quanto à lava de um vulcão. Erupção de lembranças: talvez seja esse o nome do que sinto. E em meio ao sono que me falta e uma noite solitária, o que me resta é sussurrar em um papel o que não me deixa dormir. Minha respiração fraca, meus pés inquietos e uma inspiração sem teoria levam meu olhar a um canto do quarto onde fios de cabelo, roupas jogadas, livros empilhados e um retrato antigo me remetem ao passado. Passado-ontem, passado-antes-de-ontem e passado bem mais antigo como o retrato. E eu, por pensar em tempo passado ou se não tivesse passado o tempo, pensei em dias em que a solidão só existiu pro resto do mundo lá fora e aqui dentro do nosso quarto nos fizemos solitários ao resto do mundo. E já se vai chegando às onze horas e eu ainda aqui cuspindo palavra por palavra nesse pedaço de papel e tentando encontrar o sono no meio do cobertor que tem a cor do seu batom vermelho. E entre a noite que se arrasta, o frio da minha pele e a saudade que sinto do mês passado, encontro num canto escondido da cama o seu cheiro de menina-dormida. E eu, sem muito esperar, me deito ali perto do canto e o sono parece me abraçar com o seu perfume que vem com o vento e me faz fechar os olhos. E assim, de olhos fechados, peço ao vento que te leve um abraço e um sussurro ao seu ouvido dizendo o que sempre te digo antes de dormir: “te amo!”
Por: Diih Lohan